DOMINO’S: A gigante das pizzas que descobriu como a tecnologia pode valer tanto quanto o próprio produto

Imagine uma empresa que vende milhões de pizzas, recebe pedidos de diferentes canais, coordena entregadores e precisa manter milhares de operações funcionando sem perder velocidade. Nesse cenário, um pequeno problema em um sistema pode provocar atrasos, retrabalho e clientes insatisfeitos. Para a Domino’s Pizza, uma das marcas mais conhecidas do setor de alimentação, a tecnologia deixou de ser apenas um recurso de apoio e passou a ocupar um papel central na experiência de compra e na organização do negócio.

A história da Domino’s oferece uma perspectiva interessante sobre o que acontece quando uma empresa decide tratar o software como parte de sua estratégia de crescimento. Em vez de depender exclusivamente dos canais tradicionais de venda, a marca investiu em plataformas digitais, aplicativos e recursos que facilitam o acompanhamento dos pedidos. O objetivo não era simplesmente colocar a pizzaria na internet, mas tornar a jornada do cliente mais conveniente e a operação mais eficiente. A parceria com a Thoughtworks, por exemplo, ajudou a desenvolver uma plataforma de pedidos digitais que unificou diferentes canais de comércio eletrônico e criou condições para novas funcionalidades.

O que essa transformação revela é que o valor de um aplicativo não está apenas em sua aparência ou nas funcionalidades que o público consegue enxergar. Existe uma estrutura por trás da tela que precisa conectar informações, organizar processos e responder às necessidades reais da empresa. Quando esses elementos funcionam em conjunto, a tecnologia pode reduzir etapas desnecessárias, facilitar a tomada de decisões e abrir espaço para novas oportunidades comerciais.

É justamente essa lógica que pequenas e médias empresas podem aproveitar, mesmo sem dispor dos recursos de uma multinacional. Uma distribuidora pode desenvolver um sistema para acompanhar pedidos e entregas. Uma clínica pode integrar agendamentos, cadastros e confirmações. Uma indústria pode criar um aplicativo interno para registrar atividades e acompanhar indicadores em tempo real. Em cada situação, o ponto de partida deve ser o mesmo: identificar um problema concreto e desenvolver uma solução compatível com a rotina da organização.

Durante muito tempo, projetos desse tipo foram associados a investimentos elevados, prazos extensos e equipes numerosas. Embora sistemas complexos continuem exigindo planejamento e conhecimento especializado, a inteligência artificial está modificando parte desse cenário. Ferramentas de programação assistida por IA permitem gerar trechos de código, sugerir correções, criar protótipos e acelerar tarefas que antes consumiam muitas horas de trabalho.

É nesse contexto que ganha espaço o vibe coding, uma abordagem em que o desenvolvedor utiliza instruções em linguagem natural para orientar a criação de aplicações e transformar ideias em protótipos funcionais. Em vez de começar cada projeto manualmente do zero, é possível explorar alternativas com mais rapidez, testar funcionalidades e ajustar o produto de acordo com o retorno dos usuários. Isso pode tornar o desenvolvimento personalizado mais acessível, especialmente quando o projeto começa com objetivos bem definidos.

O ganho financeiro, entretanto, não vem automaticamente da utilização da IA. Ele depende de como a ferramenta é aplicada, da complexidade do sistema e da capacidade de evitar retrabalho. Um aplicativo desenvolvido rapidamente, mas sem testes, proteção de dados ou planejamento de manutenção, pode gerar despesas maiores no futuro. A vantagem competitiva está em combinar velocidade com critérios técnicos, construindo apenas o que é necessário e ampliando a solução à medida que o negócio evolui.

Para Victor Escobar, diretor do Grupo EscaEsco, essa mudança representa uma oportunidade para empresas que desejam modernizar suas operações sem assumir investimentos desproporcionais. “A inteligência artificial está mudando a forma de desenvolver tecnologia, mas o mais importante continua sendo entender o negócio. Quando utilizamos a IA com planejamento e conhecimento técnico, conseguimos acelerar o desenvolvimento de soluções personalizadas e buscar uma relação melhor entre investimento, eficiência e resultado.”

Essa é a proposta da EscaCode, empresa do Grupo EscaEsco: aproximar o desenvolvimento de sistemas e aplicativos das necessidades reais de cada organização. Em vez de oferecer tecnologia apenas por oferecer, o trabalho começa pela compreensão dos processos, pela identificação dos gargalos e pela avaliação de quais ferramentas podem produzir melhorias concretas. Com o apoio da IA na programação, projetos podem ser estruturados em etapas, permitindo validar ideias antes de ampliar o investimento.

A Domino’s demonstra que uma empresa pode encontrar novas possibilidades de crescimento quando a tecnologia faz parte de sua estratégia, e não apenas de sua infraestrutura. Para outros negócios, a lição não é copiar o tamanho dos investimentos de uma gigante internacional, mas compreender como ferramentas digitais podem eliminar dificuldades que se repetem diariamente.

No fim das contas, uma empresa não precisa ser uma multinacional para desenvolver seu próprio sistema. Precisa saber onde perde tempo, quais processos poderiam funcionar melhor e como transformar essas necessidades em uma solução viável. Com desenvolvimento personalizado, inteligência artificial e planejamento, aquilo que antes parecia caro ou distante pode se tornar um projeto concreto, dimensionado para a realidade de cada negócio.

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